As labaredas da ilusão me queimam... E arde. Ardem minhas entranhas; Arde tudo: De dentro pra fora. O fogo está tomando o meu coração já esmigalhado; Partido. E eu tento juntar os pedaços e fingir que não sinto, que não vejo... Tento fingir que nada disso está acontecendo.
É claro que só dá para segurar as lágrimas por pouco tempo.
Esse fogo que arde sem se ver corrói... Não só o coração, mas a alma e tudo aquilo que você construiu ou imaginou que seria... Como se fosse demolindo uma casa ao poucos; Tijolo por tijolo. A dor é tamanha que nem o contentamento descontente que havia no meio daquilo tudo impede as barreiras grossas de ódio, que é como algo que ajuda a corroer; Machuca e não destrói. E produz mais dor, ironicamente quando não posso produzir um grito ou um protesto.
Sabe quando você quer ficar em um lugar escuro e nunca mais sair de lá? Quando esse fogo que arde sem se ver não é correspondido, é assim. Arde de dentro pra fora, e torna seu coração um queijo suíço...
Mas ame. Muitas vezes, esse fogo faz bem.
Algo martelava em meu coração... Sentimentalmente falando. Algo martelou em minha mente... Senti mentalmente. E de tudo isso, construí textos e coloquei-os aqui! Espero que você goste desse meu mundo.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Querido Deus
Pessoas feridas, corações machucados... Quase ninguém mais usa a palavra "Perdoe-me" realmente com o coração. Querido Deus, onde esse mundo vai parar?
Maior parte da sociedade cada dia mais fútil, criando padrões de beleza em que temos o dilema "Ou se encaixe ou não será parte do que dizemos que é 'normal'"... Querido Deus, eu nasci desse jeito e me orgulho por ser assim... Eles não poderiam entender isso?
Querido Deus... Me ajude. Eu não sei mais o que fazer enquanto a maior parte da população não está nem se importando. Por favor, diga a eles que dinheiro não é tudo, Querido Deus. Diga a eles que podemos conviver numa sociedade livre em que cada um respeite seus ideais. Ajude-me, Querido Deus. Ajude-nos.
Meu Querido Deus... Faça eles perceberem que a natureza chora! E por favor, faça com que eles fiquem convencidos que só o Senhor pode saber quando que o mundo acabará.
Querido Deus, eu quero lhe pedir tanta coisa! Mas não caberia aqui... E apesar de tudo, palavras não poderiam dizer o quanto eu quero que a sociedade tenha um choque de realidade. Que tudo isso que está acontecendo, nós podemos mudar.
Obrigada, Querido Deus. Por me escutar, por me ajudar e por me conceber as coisas mais simples do meu dia até as mais importantes. Obrigada pela chance de vida que eu tenho. Obrigada por ter uma vida. Obrigada por tudo, Meu Deus.
Maior parte da sociedade cada dia mais fútil, criando padrões de beleza em que temos o dilema "Ou se encaixe ou não será parte do que dizemos que é 'normal'"... Querido Deus, eu nasci desse jeito e me orgulho por ser assim... Eles não poderiam entender isso?
Querido Deus... Me ajude. Eu não sei mais o que fazer enquanto a maior parte da população não está nem se importando. Por favor, diga a eles que dinheiro não é tudo, Querido Deus. Diga a eles que podemos conviver numa sociedade livre em que cada um respeite seus ideais. Ajude-me, Querido Deus. Ajude-nos.
Meu Querido Deus... Faça eles perceberem que a natureza chora! E por favor, faça com que eles fiquem convencidos que só o Senhor pode saber quando que o mundo acabará.
Querido Deus, eu quero lhe pedir tanta coisa! Mas não caberia aqui... E apesar de tudo, palavras não poderiam dizer o quanto eu quero que a sociedade tenha um choque de realidade. Que tudo isso que está acontecendo, nós podemos mudar.
Obrigada, Querido Deus. Por me escutar, por me ajudar e por me conceber as coisas mais simples do meu dia até as mais importantes. Obrigada pela chance de vida que eu tenho. Obrigada por ter uma vida. Obrigada por tudo, Meu Deus.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Seja você mesmo
Me disseram que não havia mais esperanças, que não haveria mais sonhos. Me disseram que o céu as vezes fica nublado, e que não há nada que o faça ficar azul de novo, apenas o poder divino, que está além do destino. Me disseram também que eu não sou nada, que eu não vou mudar e que tudo o que faço está errado.
Mas quer saber? Eu não acreditei. Continuei com as minhas esperanças a sonhar e descobri que o céu é sempre azul, e as nuvens são passageiras, sempre. E que rezar é a maior alternativa para você mudar e descobrir que você pode consertar as coisas erradas, mas você nunca será perfeita. Nunca, nunca mesmo. Por mais que você tente, há pessoas que lhe impedem, que são como obstáculos na grande estrada da vida. Você trilha um caminho, mas alguém sempre irá colocar uma pedra no mesmo. E mesmo se você cair, levante sua cabeça! Afinal, joelhos machucados curam. E sempre se lembre que há um ser maior, que sempre vai estar ali, para te compreender e te ajudar.
E conforme forem seus objetivos, lute! Por que no final, tenho certeza que você vai querer olhar pra trás e dizer: "Eu não me arrependo de nada que fiz, e por mais que não tenha conseguido isso ou aquilo, eu tentei, como muitas pessoas não o fizeram". Seja feliz. E independentemente de qualquer coisa...
Seja você mesmo.
domingo, 10 de abril de 2011
Minha escrita em círculos
Não quero demonstrar... Mas se eu minto, estou sendo fraca. Não quero chorar... mas as lágrimas rolam sem a minha autoridade. Eu não comando os meus sentimentos, definitivamente. E literalmente, eu não mando no meu coração.
Tudo que eu escrevo é como um círculo que gira e sempre para no mesmo lugar, explorando o mesmo assunto. Aí eu rabisco e tento de novo, mas a minha escrita continua em círculos. Eu tento me libertar... Mas você acha que consigo?
Fico com a minha cabeça tombada de lado, olhando cada palavra que escrevo, minuciosamente. Volto ao normal e com a minha sombrancelha arqueada, e pergunto o que há de errado comigo... Os círculos estão manchando os meus textos e eu não posso fazer nada. Porque todas as vezes que tento expressar, é sempre sobre a mesma coisa, sempre sobre o mesmo assunto. Penso que meu controle está como areia fina em minhas mãos; Escapando por entre os meus dedos.
Tento falar sobre uma outra coisa, alegre e comum; Mas quando falo em "felicidade", me lembro de algo que não devo lembrar, e o círculo mancha meus textos novamente. Quiçá eu conseguisse esquecer! As vezes escrevo tanto sobre a mesma coisa, que penso estar escrevendo para entediar.
Mas não é isso, entendam. São só as lembranças voltando e tornando a minha escrita um círculo, outra vez.
Tudo que eu escrevo é como um círculo que gira e sempre para no mesmo lugar, explorando o mesmo assunto. Aí eu rabisco e tento de novo, mas a minha escrita continua em círculos. Eu tento me libertar... Mas você acha que consigo?
Fico com a minha cabeça tombada de lado, olhando cada palavra que escrevo, minuciosamente. Volto ao normal e com a minha sombrancelha arqueada, e pergunto o que há de errado comigo... Os círculos estão manchando os meus textos e eu não posso fazer nada. Porque todas as vezes que tento expressar, é sempre sobre a mesma coisa, sempre sobre o mesmo assunto. Penso que meu controle está como areia fina em minhas mãos; Escapando por entre os meus dedos.
Tento falar sobre uma outra coisa, alegre e comum; Mas quando falo em "felicidade", me lembro de algo que não devo lembrar, e o círculo mancha meus textos novamente. Quiçá eu conseguisse esquecer! As vezes escrevo tanto sobre a mesma coisa, que penso estar escrevendo para entediar.
Mas não é isso, entendam. São só as lembranças voltando e tornando a minha escrita um círculo, outra vez.
sábado, 26 de março de 2011
Anestésicos e Cura
Respirações entrecortadas de dor. Lembranças amarguradas sempre manchadas por amor. Por um amor que eu pensei ser verdadeiro... Quiçá um dia eu tenha um como eu pensei que tinha?
Minhas lamentações desapareceram... O vento e o tempo as levaram, bem lentamente. Pensei que esse buraco em meu peito ficaria latejando nas bordas pelo resto da minha vida, tamanha era a dor.
Meu anestésico? Em grande parte, a minha felicidade. Minha cura? O meu amor por mim mesma.
E meus rascunhos foram como se aos poucos eu fosse colocando minha dor no papel... Ou até mais que isso! Meus rascunhos até podem ter sido parte de meus anestésicos... Mas não me deixavam feliz. Meus rascunhos também foram parte da minha cura, pois cicatrizaram a ferida, começando pelas bordas e costurando aos poucos.
Hoje, eu sei que estou curada e tenho certeza que essa ferida não irá ser aberta. Não por que eu desisti de amar, e sim por que eu desisti de sofrer; De me doar mais que o outro alguém; De tentar tirar defeitos que uma pessoa tem.
Ficar sozinha me fez pensar... Mas a companhia de quem eu amo, fez com que a dor cessasse, mesmo que não fosse por inteira. A companhia de quem eu amo, também serviu de anestésico; Mas dessa vez, me deixava feliz.
Mas o que fez o buraco em meu peito cicatrizar mais rápido do que estava cicatrizando, foi a minha certeza de que eu não te amo mais.
E estou feliz assim.
Minhas lamentações desapareceram... O vento e o tempo as levaram, bem lentamente. Pensei que esse buraco em meu peito ficaria latejando nas bordas pelo resto da minha vida, tamanha era a dor.
Meu anestésico? Em grande parte, a minha felicidade. Minha cura? O meu amor por mim mesma.
E meus rascunhos foram como se aos poucos eu fosse colocando minha dor no papel... Ou até mais que isso! Meus rascunhos até podem ter sido parte de meus anestésicos... Mas não me deixavam feliz. Meus rascunhos também foram parte da minha cura, pois cicatrizaram a ferida, começando pelas bordas e costurando aos poucos.
Hoje, eu sei que estou curada e tenho certeza que essa ferida não irá ser aberta. Não por que eu desisti de amar, e sim por que eu desisti de sofrer; De me doar mais que o outro alguém; De tentar tirar defeitos que uma pessoa tem.
Ficar sozinha me fez pensar... Mas a companhia de quem eu amo, fez com que a dor cessasse, mesmo que não fosse por inteira. A companhia de quem eu amo, também serviu de anestésico; Mas dessa vez, me deixava feliz.
Mas o que fez o buraco em meu peito cicatrizar mais rápido do que estava cicatrizando, foi a minha certeza de que eu não te amo mais.
E estou feliz assim.
domingo, 13 de março de 2011
Meu pai, meu herói
Eu tinha apenas 3 anos e meio quando ele foi embora, devido ao seu trabalho. Quase todos os dias eu chorava... E era um choro de emoção, tristeza e principalmente, de saudade.
Quando ele ligava, minha mãe sempre passava o telefone para mim e para meu irmão. As vezes, quando fazíamos malcriação, ele sempre nos dava uma bronca, mas não era aquela bronca típica dos pais, não! Era aquele tipo de bronca que faz você ficar pensando, independente da idade que tenha... É justamente aquela bronca feita com a voz madura e suave de um pai, que faz agente ficar consciente dos nossos erros e chorar.
E como eu chorava ao telefone... Não só quando ele me dava broncas. Quando ele dizia que estava com saudade e que me amava. Na minha cabeça infantil, eu me perguntava porque papai não podia ficar comigo.
Foram longos 4 anos sem meu herói. Sim, meu herói. Porque foi ele que deu o apelido mais medonho e mais engraçado que eu já recebi, foi ele que cantava cantigas de ninar para eu adormecer e sempre será ele que será a minha inspiração, e é com muita certeza que digo que será com ele que eu passarei tardes de Domingo assistindo os jogos do nosso Flusão. Assim como será com ele que eu vou chorar abraçada quando eu sentir saudade do tempo em que eu era só uma criança e o abracei, quando ele voltou pra casa com um enorme sorriso no rosto.
Hoje, sub-oficial da marinha... Não viaja mais, trabalha na base.
Pai, eu te amo... Você sempre será meu exemplo que eu mais tenho orgulho, minha vida... Meu herói.
Quando ele ligava, minha mãe sempre passava o telefone para mim e para meu irmão. As vezes, quando fazíamos malcriação, ele sempre nos dava uma bronca, mas não era aquela bronca típica dos pais, não! Era aquele tipo de bronca que faz você ficar pensando, independente da idade que tenha... É justamente aquela bronca feita com a voz madura e suave de um pai, que faz agente ficar consciente dos nossos erros e chorar.
E como eu chorava ao telefone... Não só quando ele me dava broncas. Quando ele dizia que estava com saudade e que me amava. Na minha cabeça infantil, eu me perguntava porque papai não podia ficar comigo.
Foram longos 4 anos sem meu herói. Sim, meu herói. Porque foi ele que deu o apelido mais medonho e mais engraçado que eu já recebi, foi ele que cantava cantigas de ninar para eu adormecer e sempre será ele que será a minha inspiração, e é com muita certeza que digo que será com ele que eu passarei tardes de Domingo assistindo os jogos do nosso Flusão. Assim como será com ele que eu vou chorar abraçada quando eu sentir saudade do tempo em que eu era só uma criança e o abracei, quando ele voltou pra casa com um enorme sorriso no rosto.
Hoje, sub-oficial da marinha... Não viaja mais, trabalha na base.
Pai, eu te amo... Você sempre será meu exemplo que eu mais tenho orgulho, minha vida... Meu herói.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Minha paixão: Dança
"Alongamento. Vamos lá." gritou Rafael.
Nós não éramos profissionais, muito menos grandes dançarinos... Éramos apenas dançarinos da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Zona Norte.
Mas ninguém ali era, e mesmo assim, alguns rezavam para não tropeçar em seus próprios pés.
Todas as unidades juntas e mais algumas amostras de dança. Salas de aula abarrotadas e abafadas e nós nem ficamos com nenhuma... Afinal, nós pertencíamos àquele local. Tínhamos que ser um exemplo, algo memorável.
Gelei.
Ensaiei tantos dias... Fui recomendada por um outro professor de dança à participar da companhia de dança de meu colégio e nunca pensei que um festival seria tão... Emocionante.
Não estava de noite, era final de tarde, o sol já se punha. Esperei pacientemente com meus pais. Até que ficou de noite.
Cabelo solto, pensamento em minha mãe naquela platéia, entrei naquele palco. Não havia tempo para me preparar mais um pouco.
Luzes verdes e uma fumaça esquisita preencheram o palco em que entrei.
Todas as festas em que participei vieram à minha cabeça. Mas com certeza, nenhuma era igual ao Festival de dança do Flama.
O Dj solta a música. Começamos à dançar. Arrasando e tirando gritos (ou melhor, urros) da platéia animada, terminamos a dança perfeitamente, com uma competição de hip-hop inacreditável.
E no fim, os jurados me olharam com algo que parecia... Bom, até hoje não sei explicar.
Só sei que naquele dia, saímos com o gostinho de queromais, com uma madalha de ouro pendurada no pescoço e o orgulho no peito.
E hoje, eu me sinto feliz por aquele ter sido o primeiro festival de dança em que eu fui premiada a melhor dançarina de todo o Festival.
E agradeço infinitesemalmente ao meu professor, pois sem ele, eu não estaria com quatro títulos de melhor dançarina de todods os Flama's nas minha costas.
Obrigada Rafael, por absolutamente tudo.
Olhando para o armário, vejo as medalhas de ouro baterem uma na outra pela rajada do vento da janela aberta.
Sorri comigo mesma.
Nós não éramos profissionais, muito menos grandes dançarinos... Éramos apenas dançarinos da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Zona Norte.
Mas ninguém ali era, e mesmo assim, alguns rezavam para não tropeçar em seus próprios pés.
Todas as unidades juntas e mais algumas amostras de dança. Salas de aula abarrotadas e abafadas e nós nem ficamos com nenhuma... Afinal, nós pertencíamos àquele local. Tínhamos que ser um exemplo, algo memorável.
Gelei.
Ensaiei tantos dias... Fui recomendada por um outro professor de dança à participar da companhia de dança de meu colégio e nunca pensei que um festival seria tão... Emocionante.
Não estava de noite, era final de tarde, o sol já se punha. Esperei pacientemente com meus pais. Até que ficou de noite.
Cabelo solto, pensamento em minha mãe naquela platéia, entrei naquele palco. Não havia tempo para me preparar mais um pouco.
Luzes verdes e uma fumaça esquisita preencheram o palco em que entrei.
Todas as festas em que participei vieram à minha cabeça. Mas com certeza, nenhuma era igual ao Festival de dança do Flama.
O Dj solta a música. Começamos à dançar. Arrasando e tirando gritos (ou melhor, urros) da platéia animada, terminamos a dança perfeitamente, com uma competição de hip-hop inacreditável.
E no fim, os jurados me olharam com algo que parecia... Bom, até hoje não sei explicar.
Só sei que naquele dia, saímos com o gostinho de queromais, com uma madalha de ouro pendurada no pescoço e o orgulho no peito.
E hoje, eu me sinto feliz por aquele ter sido o primeiro festival de dança em que eu fui premiada a melhor dançarina de todo o Festival.
E agradeço infinitesemalmente ao meu professor, pois sem ele, eu não estaria com quatro títulos de melhor dançarina de todods os Flama's nas minha costas.
Obrigada Rafael, por absolutamente tudo.
Olhando para o armário, vejo as medalhas de ouro baterem uma na outra pela rajada do vento da janela aberta.
Sorri comigo mesma.
Assinar:
Postagens (Atom)