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domingo, 10 de abril de 2011

Minha escrita em círculos

Não quero demonstrar... Mas se eu minto, estou sendo fraca. Não quero chorar... mas as lágrimas rolam sem a minha autoridade. Eu não comando os meus sentimentos, definitivamente. E literalmente, eu não mando no meu coração.
Tudo que eu escrevo é como um círculo que gira e sempre para no mesmo lugar, explorando o mesmo assunto. Aí eu rabisco e tento de novo, mas a minha escrita continua em círculos. Eu tento me libertar... Mas você acha que consigo?
Fico com a minha cabeça tombada de lado, olhando cada palavra que escrevo, minuciosamente. Volto ao normal e com a minha sombrancelha arqueada, e pergunto o que há de errado comigo... Os círculos estão manchando os meus textos e eu não posso fazer nada. Porque todas as vezes que tento expressar, é sempre sobre a mesma coisa, sempre sobre o mesmo assunto. Penso que meu controle está como areia fina em minhas mãos; Escapando por entre os meus dedos.
Tento falar sobre uma outra coisa, alegre e comum; Mas quando falo em "felicidade", me lembro de algo que não devo lembrar, e o círculo mancha meus textos novamente. Quiçá eu conseguisse esquecer! As vezes escrevo tanto sobre a mesma coisa, que penso estar escrevendo para entediar.
Mas não é isso, entendam. São só as lembranças voltando e tornando a minha escrita um círculo, outra vez.

sábado, 26 de março de 2011

Anestésicos e Cura

Respirações entrecortadas de dor. Lembranças amarguradas sempre manchadas por amor. Por um amor que eu pensei ser verdadeiro... Quiçá um dia eu tenha um como eu pensei que tinha?
Minhas lamentações desapareceram... O vento e o tempo as levaram, bem lentamente. Pensei que esse buraco em meu peito ficaria latejando nas bordas pelo resto da minha vida, tamanha era a dor.
Meu anestésico? Em grande parte, a minha felicidade. Minha cura? O meu amor por mim mesma.
E meus rascunhos foram como se aos poucos eu fosse colocando minha dor no papel... Ou até mais que isso! Meus rascunhos até podem ter sido parte de meus anestésicos... Mas não me deixavam feliz. Meus rascunhos também foram parte da minha cura, pois cicatrizaram a ferida, começando pelas bordas e costurando aos poucos.
Hoje, eu sei que estou curada e tenho certeza que essa ferida não irá ser aberta. Não por que eu desisti de amar, e sim por que eu desisti de sofrer; De me doar mais que o outro alguém; De tentar tirar defeitos que uma pessoa tem.
Ficar sozinha me fez pensar... Mas a companhia de quem eu amo, fez com que a dor cessasse, mesmo que não fosse por inteira. A companhia de quem eu amo, também serviu de anestésico; Mas dessa vez, me deixava feliz.
Mas o que fez o buraco em meu peito cicatrizar mais rápido do que estava cicatrizando, foi a minha certeza de que eu não te amo mais.
E estou feliz assim.

domingo, 13 de março de 2011

Meu pai, meu herói

Eu tinha apenas 3 anos e meio quando ele foi embora, devido ao seu trabalho. Quase todos os dias eu chorava... E era um choro de emoção, tristeza e principalmente, de saudade.
Quando ele ligava, minha mãe sempre passava o telefone para mim e para meu irmão. As vezes, quando fazíamos malcriação, ele sempre nos dava uma bronca, mas não era aquela bronca típica dos pais, não! Era aquele tipo de bronca que faz você ficar pensando, independente da idade que tenha... É justamente aquela bronca feita com a voz madura e suave de um pai, que faz agente ficar consciente dos nossos erros e chorar.
E como eu chorava ao telefone... Não só quando ele me dava broncas. Quando ele dizia que estava com saudade e que me amava. Na minha cabeça infantil, eu me perguntava porque papai não podia ficar comigo.
Foram longos 4 anos sem meu herói. Sim, meu herói. Porque foi ele que deu o apelido mais medonho e mais engraçado que eu já recebi, foi ele que cantava cantigas de ninar para eu adormecer e sempre será ele que será a minha inspiração, e é com muita certeza que digo que será com ele que eu passarei tardes de Domingo assistindo os jogos do nosso Flusão. Assim como será com ele que eu vou chorar abraçada quando eu sentir saudade do tempo em que eu era só uma criança e o abracei, quando ele voltou pra casa com um enorme sorriso no rosto.
Hoje, sub-oficial da marinha... Não viaja mais, trabalha na base.
Pai, eu te amo... Você sempre será meu exemplo que eu mais tenho orgulho, minha vida... Meu herói.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Minha paixão: Dança

"Alongamento. Vamos lá." gritou Rafael.


Nós não éramos profissionais, muito menos grandes dançarinos... Éramos apenas dançarinos da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Zona Norte.
Mas ninguém ali era, e mesmo assim, alguns rezavam para não tropeçar em seus próprios pés.
Todas as unidades juntas e mais algumas amostras de dança. Salas de aula abarrotadas e abafadas e nós nem ficamos com nenhuma... Afinal, nós pertencíamos àquele local. Tínhamos que ser um exemplo, algo memorável.
Gelei.
Ensaiei tantos dias... Fui recomendada por um outro professor de dança à participar da companhia de dança de meu colégio e nunca pensei que um festival seria tão... Emocionante.
Não estava de noite, era final de tarde, o sol já se punha. Esperei pacientemente com meus pais. Até que ficou de noite.
Cabelo solto, pensamento em minha mãe naquela platéia, entrei naquele palco. Não havia tempo para me preparar mais um pouco.
Luzes verdes e uma fumaça esquisita preencheram o palco em que entrei.
Todas as festas em que participei vieram à minha cabeça. Mas com certeza, nenhuma era igual ao Festival de dança do Flama.
O Dj solta a música. Começamos à dançar. Arrasando e tirando gritos (ou melhor, urros) da platéia animada, terminamos a dança perfeitamente, com uma competição de hip-hop inacreditável.
E no fim, os jurados me olharam com algo que parecia... Bom, até hoje não sei explicar.
Só sei que naquele dia, saímos com o gostinho de queromais, com uma madalha de ouro pendurada no pescoço e o orgulho no peito.
E hoje, eu me sinto feliz por aquele ter sido o primeiro festival de dança em que eu fui premiada a melhor dançarina de todo o Festival.
E agradeço infinitesemalmente ao meu professor, pois sem ele, eu não estaria com quatro títulos de melhor dançarina de todods os Flama's nas minha costas.
Obrigada Rafael, por absolutamente tudo.
Olhando para o armário, vejo as medalhas de ouro baterem uma na outra pela rajada do vento da janela aberta.
Sorri comigo mesma.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amigos imaginários

Calada estava, calada continuei.
Teclando no meu computador... Escutando cada batimento cardíaco do meu coração.
Mas só do meu coração.
Não me lembro se eu escutava os deles e nem me lembro quem eram eles... Só sei que agora eu me sinto incompleta... Vazia.
Não tenho lembranças... Creio que essas sumiram com o tempo. A essência de minha inocência e de meu período infantil ainda estão em mim, por isso tenho esperanças que um dia, eles voltarão.
Abaixo a cabeça. Lágrimas rolam sobre meu rosto.
Nomes confusos, pronunciados pela minha boca arredondada e infantil.
Nomes estranhos, sem quê nem porquê, apenas eram eles, que me abandonaram aos poucos...
Meu melhores amigos. Meus únicos amigos.
Didido e Dododo, vocês sempre estarão em meu coração; Eu sempre amei e sempre amarei vocês.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meus, só meus Jonas Brothers

Posso ser apenas uma em milhares. Posso ser apenas mais uma com um sonho, ou apenas mais uma com o mesmo desejo. Só sei que isso dentro de mim faz com que eu queira vibrar, pular e tocar a imensidão do céu azul. Não, eu não consigo me controlar, por mais que eu queira.
Lá estava eu, com quatro horas e meia na fila, sem comer nada, e pensando em como seria quando eu chegasse lá naquela arquibancada. Pensando que ano passado eu não pude ir, e não pude realizar meu maior sonho. Mas lá estava eu, com o melhor pai do mundo, que fez de tudo para que eu chegasse ali. Não sou rica, e a classe média não é algo que possa reclamar... A não ser que você tenha um sonho.
Abrem os portões. Parecia que o Rio de Janeiro em peso estava ali. Corri, e gritei quando consegui entrar... Afinal, quanto tempo eu havia esperado por aquilo? Com lágrimas nos olhos, procuro o melhor lugar, porquê não fiquei na frente com os famosos e os ricos. Mas não importava... Com o que se pode importar quando as luzes se acendem e meus ídolos começam a cantar?
Me lembro como se fosse à algumas horas atrás... E eles entraram no palco cantando Feeling Alive.
Gritei e chorei, cantando, sabendo que aquilo ficaria pra sempre na minha memória.
Jonas Brothers, eu amo vocês.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mundo virtual - Fake

Eu entrei num mundo onde pensei que teria amigos para sempre, mesmo tendo que sair dele um dia. O impossível se mostrou com o tempo, tornando mais pesado o fardo de partir e deixar aqueles com quem eu tanto amava. Não sabia que um mundo virtual me daria tanta dor quando eu fosse partir.
Mas foi inevitável.
Ver as pessoas que vou deixar pra trás me dando Adeus com tristeza, e insistindo para eu ficar, é o que mais me dói. Não se tornou um vício, mas como uma bengala para me apoiar nos dias em que eu não tinha ninguém pra conversar. Vários deles me ensinaram a não chorar a toa, a não desperdiçar sorrisos a quem não deve, me ensinaram que um mais um nem sempre significa felicidade, e muitas vezes me disseram palavras reconfortantes quando eu precisava. E eu também aprendi a fazer o mesmo.
E agora sei que vou sentir falta das conversas, das identidades engraçadas, das piadas carregadas de humor, das risadas esquisitas, dos ídolos desconhecidos e dos gostos incomuns. Sentirei falta de escrever nas minhas webs e principalmente das minhas leitoras, que me incentivaram desde o princípio, criticando positivamente e me dando uns puxões de orelha as vezes, quandoeu estava errada - e a propósito, também é com pesar que eu deixo incompletas as webs "Amélia Rosenfield" e "Lágrimas de um coração - Gabriela".
E é com muita dor no coração que digo Adeus ao fake.